Pernambuco segue sendo palco de um caos político silencioso, onde o povo sofre calado enquanto os protagonistas da vez travam uma disputa que pouco – ou nada – tem a ver com o real desenvolvimento do estado.
A capital Recife amarga o título de maior índice de desemprego do país, reflexo de décadas de abandono, promessas vazias e ausência de políticas públicas eficazes. E a pergunta que ecoa nas ruas, nos ônibus lotados e nas filas dos hospitais é: até quando Pernambuco será refém dos mesmos de sempre?
A família Campos, há décadas se reveza no poder com ares de dinastia, sem nunca, de fato, romper com o ciclo de miséria, desemprego e abandono que afeta as periferias e o interior do estado. João Campos, atual prefeito do Recife, já mostrou qual é sua prioridade: milhões gastos em marketing digital e autopromoção, enquanto bairros inteiros padecem com a falta de infraestrutura, saúde e segurança.
Do outro lado, temos Raquel Lyra, que desde que assumiu o governo do estado parece mais interessada em fazer palanque do que governar. Participa de reuniões com pose de campanha, registra sorrisos forçados, abraços em cenários cuidadosamente montados e até aparece bebendo água em casas humildes — como se isso fosse o bastante para resolver os dramas históricos do povo pernambucano. Governar não é fazer novela!
Enquanto isso, a realidade grita: escolas sucateadas, hospitais colapsando, violência em alta e o povo… esquecido. Pernambuco vive um teatro político, onde os atores já são conhecidos e o enredo é sempre o mesmo: politicagem, vaidade e falta de compromisso com o futuro.
A grande pergunta que não quer calar é:
Qual a alternativa real de mudança para 2026?
Se o povo quer resultados diferentes, não pode continuar votando nos mesmos. É hora de despertar mental e politicamente. De exigir mais que slogans e vídeos de Instagram. O futuro de Pernambuco não pode continuar nas mãos de quem faz da política um palco para vaidades e perpetuação de poder.
A estagnação só acaba com coragem. E a mudança só acontece com atitude.
